Evoramons
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Reinhold Schneider
A Lamparina de Prata (O Romance do Santo Condestável)
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Evoramons
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Sta. Isabel da Hungria
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Género literário
Romance

Tradução do alemão
Anneliese Mosch
Ilustração da capa
Teresa Jané

Edição
Abril de 2009
Número de páginas
X + 240
ISBN
978-972-99486-6-4

Preço
11,60 €
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Evoramons

“Um guerreiro que trazia a paz no coração”. Assim definiu o escritor e pensador alemão Reinhold Schneider (1903-1958) a figura do Condestável Nun'Álvares Pereira. Em A Lamparina de Prata, homenageia esta grande personagem da história da Europa, paradigma do perfeito cavaleiro. Ao longo destas páginas, leva-nos a revisitar a crise nacional de 1383-1385 e seus antecedentes, os seus protagonistas, suas grandezas e misérias; o novo mundo e novas gentes nascidos de Aljubarrota e o advento da dinastia de Avis; a conquista de Ceuta, início da expansão, e a vocação monástica e morte do Condestável. Este mostra-se como exemplo de íntima serenidade em tempos revoltos, de pureza no meio da abjecção, de convicção no meio da dúvida, de renúncia no meio da riqueza e da glória.

Neste romance surpreendente e que permanecia inédito em Portugal, Nun'Álvares ressurge, sempre nas palavras de Reinhold Schneider, como “um eleito, fonte de graça para o seu país, hoje, e esperamos que sempre”.

Reinhold Schneider nasceu, em 1903, em Baden-Baden, onde seus pais dirigiam o famoso Hotel Messmer que, desde meados do séc. XIX, acolhia imperadores e reis, nobres e ricos burgueses nas suas vilegiaturas termais. Depois da Primeira Guerra, estabelece-se em Dresden como tradutor numa firma comercial. Renunciando à sua actividade, muda para Berlim em 1928 e inicia uma vida de escritor independente. No mesmo ano visita Portugal, cuja história, cultura e destino muito o impressionam e constituirão influência determinante ao longo da sua vida. Um livro sobre Camões, no ano seguinte, assinala a sua estreia nas letras.

O regime nacional-socialista proíbe a publicação das suas obras mas, impressas clandestinamente, estas continuam a ser lidas mesmo entre os soldados alemães na frente de batalha.

Após a guerra, prossegue a sua actividade de escritor e conferencista, assumindo posições sobre o rearmamento alemão que são fonte de intensa controvérsia. Em 1956 é distinguido com o Prémio da Paz da Associação dos Livreiros Alemães, e nesse mesmo ano publica A Lamparina de Prata, seu único romance, sobre o Condestável Nun'Álvares Pereira, figura que admira acima de todas e considera das mais belas da história da Europa. Morre em Freiburg no domingo de Páscoa de 1958.