Evoramons
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Reinhold Schneider
Santa Isabel da Hungria (Santa Isabel da Turingia)
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Evoramons
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Sta. Isabel da Hungria
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Género literário
Ensaio

Tradução do alemão
Inês Ramos
Ilustração da capa
Teresa Jané

Edição
Março de 2005
Número de páginas
XXII + 62
ISBN
972-99486-1-5

Preço
11 €
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Evoramons

O tempo de Santa Isabel da Hungria – ou da Turíngia, como a conhece a sua Alemanha adoptiva – é o das querelas do Império e do Papado, das cruzadas e da multiplicação das seitas; mas acima de tudo, é o tempo de São Francisco, que terá nela o primeiro eco de estirpe real, eco prolongado numa outra Isabel, também santa, sua sobrinha-neta e rainha de Portugal.

Reinhold Schneider, um dos maiores pensadores cristãos do séc. XX, traça-nos aqui o retrato daquela que tudo abandonou por um Império maior, o da “irmã pobreza”, retrato que ainda hoje interpela e incita.

Reinhold Schneider nasceu, em 1903, em Baden-Baden. Após numerosas viagens pela Europa, incluindo Portugal, cuja história, cultura e destino muito o impressionam, estreia-se nas letras em 1929 com um livro sobre Camões.

O regime nacional-socialista proíbe-o de publicação em 1941, mas consegue imprimir as suas obras clandestinamente em Colmar, Alsácia, e estas circulam mesmo entre os soldados na frente de batalha, como é o caso da sua meditação sobre a oração do Pai Nosso. Em 1945, é acusado de alta traição pelo escrito: “O reino de Deus no tempo”.

Após a guerra prossegue a sua actividade como escritor e conferencista e assume posições sobre o rearmamento alemão que são fonte de intensa controvérsia. Entre várias distinções recebe, em 1956, o prémio da paz da Associação dos Livreiros Alemães. Nesse mesmo ano publica o seu único romance, sobre a vida do Condestável Nun'Álvares Pereira. Morre em Freiburg, no domingo de Páscoa de 1958.