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Machado de Assis
Quincas Borba
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Evoramons
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Quincas Borba
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Género literário
Romance

Ilustração da capa
Teresa Jané

Edição
Abril de 2008
Número de páginas
VIII + 310
ISBN
978-972-99486-5-7

Preço
12,60 €
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Como súmula do seu pensamento, bradava o singular filósofo Quincas Borba: “Ao vencedor, as batatas”. Este personagem dá o título à obra que, juntamente com Memórias Póstumas de Brás Cubas e D. Casmurro, representa um dos cumes da produção de Machado de Assis (1839-1908), bem como de todo o romance universal.

E o seu lema, que se tornou proverbialmente conhecido na literatura brasileira, servirá de pano de fundo a uma das mais belas histórias que nos legou o séc. XIX, sobre o tema das “ilusões perdidas”. Com uma finura de análise e uma arte do diálogo sem par, com uma atenção inexcedível aos mais ínfimos pormenores do quotidiano, é todo o Rio de Janeiro do Segundo Império que desfila perante os nossos olhos, nas paixões do leque inesquecível de protagonistas que a pena do maior escritor brasileiro aqui reuniu. Uns irão ganhar, outros perder, como é próprio de todas as vidas, em todos os tempos. Mas o que sejam as nossas pequenas vitórias ou derrotas, face a um universo que está “assaz alto para não discernir os risos e as lágrimas dos homens”, – aqui reside a interrogação última que deixa Machado para nossa reflexão.

Machado de Assis nasceu em 1839, no Rio de Janeiro, filho de Francisco José de Assis, operário descendente de escravos forros, e Maria Leopoldina Machado, açoriana de S. Miguel. Autodidacta, sem frequência regular do ensino, de saúde delicada –sofria de epilepsia– entra para a Imprensa Nacional, como aprendiz de tipógrafo, em 1856. Colabora em diversas publicações, como cronista, contista e crítico teatral, publicando o seu primeiro livro de poesia, Crisálidas, no ano de 1864. Casa, em 1869, com a portuguesa Carolina Xavier de Matos, irmã do poeta e amigo seu Faustino Xavier de Matos, que será a companheira dedicada de toda uma vida. De 1872, é a estreia no romance, com Ressurreição, e pouco depois inicia funções no Ministério da Agricultura, seguindo carreira na função pública. Continua a colaborar na imprensa, onde publica, sob a forma de folhetim, muitos dos seus romances e participa na celebração do tricentenário da morte de Camões com a peça Tu, só, tu, puro amor. 1881 é o ano decisivo da sua carreira literária, com a publicação de Memórias Póstumas de Brás Cubas. Seguir-se-ão Quincas Borba, em 1891, D. Casmurro, em 1899, Esaú e Jacó, em 1904, e, por fim, Memorial de Aires, em 1908, além de vários livros de contos, género de que é também um dos mestres absolutos na literatura universal. Foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, a que presidiu desde a fundação, em 1879, até à sua morte, ocorrida no Rio de Janeiro, a 29 de Setembro de 1908, quando já era unanimemente reconhecido como o maior dos escritores brasileiros.